07 / 12 / 2018 - 12h00
Corinthians: Carille deve reencontrar clube bem diferente

Muita coisa mudou no Corinthians desde maio, quando Fábio Carille fez suas malas rumo ao futebol da Arábia Saudita. O treinador tem negociações "bem adiantadas" para voltar ao Parque São Jorge em 2019, mas deve encontrar um cenário muito diferente daquele que deixou há quase sete meses. Há novos problemas táticos e ausência de uma série de jogadores, por exemplo.

Carille deixou o Corinthians em 22 de maio, após ter conquistado dois troféus estaduais (2017 e 2018) e um brasileiro (2017). No período de um ano e meio em que esteve no cargo, sua equipe se notabilizou pela organização tática e por tomar poucos gols. Não à toa, teve a defesa menos vazada nas duas campanhas de título do ano passado, algo que mudou bastante no Corinthians dos últimos meses.

No Campeonato Brasileiro recém-encerrado, por exemplo, os sintomas dos maus resultados foram vários. O Corinthians teve saldo de gols negativo pela primeira vez em nove anos (-1), ficou em sua pior posição desde a queda de 2007, venceu só dois jogos fora de casa e teve um desempenho digno de rebaixado no segundo turno. Não fosse a contribuição do próprio Carille nas rodadas iniciais, a luta contra o descenso teria sido ainda mais árdua.

O elenco também mudou de cara desde a ida do treinador à Arábia Saudita. Balbuena, Maycon e Rodriguinho foram vendidos e até hoje fazem enorme falta ao Corinthians: o primeiro era um pilar da defesa, o segundo viu a sua posição ficar vaga por meses, e o terceiro exercia função que ninguém do elenco atual se mostrou capaz de fazer. Além do trio de destaque sob comando de Carille, saíram ainda Sidcley, Marquinhos Gabriel e Kazim. 

A média de idade do elenco também mudou. Danilo e Emerson Sheik se despediram do Corinthians, que agora tem menos jogadores experientes e vários garotos em seu elenco. Douglas e Araos perderam vaga na equipe para Thiaguinho (todos têm 21 anos), enquanto Léo Santos (19) e Carlos Augusto (19) terminaram o ano como titulares. Isto sem falar em Pedrinho, que já fazia das suas na época de Carille, mas com participação bem menor do que atualmente.

Fábio Carille basicamente não receberá o legado que foi deixado por ele próprio em maio. A marcação já não é mais tão justa, há enorme dificuldade nas finalizações e os problemas com a bola aérea pioraram ainda mais. O treinador volta precisando remontar o time e reorganizar as coisas após um desmanche. Tal preocupação já existia no início do ano, mas cresceu demais ao longo da temporada em que o técnico esteve na Arábia Saudita.


FONTE : UOL
   


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