09 / 11 / 2018 - 18h02
Delegado: Juninho mandou suspeitos entrarem em carro antes de matar Daniel

O delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais (PR), Amadeu Trevisan, afirmou na tarde desta sexta (09) que os amigos Igor Kyng e David Willian Vollero da Silva, presos suspeitos de participação no assassinato do jogador Daniel Corrêa, foram mandados entrar no Veloster preto de Edison Brittes Júnior, o Juninho, antes de o jogador ser morto.

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Trevisan confirmou que estavam no carro Edison Brittes, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Igor Kyng e David Willian Vollero da Silva. Ainda em sua casa, Juninho colocou Daniel no porta-malas do veículo após uma sessão de espancamento e seguiu com os outros suspeitos até o local onde o jogador foi morto.

"O Edison praticamente intima quem vai no carro com ele", disse o delegado ao ser questionado se Igor e David entraram no carro do suspeito por vontade própria. Segundo Trevisan, Igor e David contaram em depoimento nesta sexta que Juninho escolheu quem seguiria no veículo com ele.

Apenas Edison e Eduardo teriam descido do veículo. O crime aconteceu do lado de trás do Veloster preto. "Os dois (Igor de David) não desceram do carro. Quem teria descido do carro seria o Eduardo, primo da Cristiana. Ele tirou o Daniel do porta-malas juntamente com o Edison. Pelo depoimento do Igor e David", explicou.

Amadeu Trevisan disse que os amigos afirmam não terem visto o que aconteceu no momento em que Daniel é morto. "Os outros (Igor e David) dizem que não observam (o que houve quando Daniel é tirado do veículo). Tudo acontece atrás do carro. Eles alegam que ficaram com medo, porque o Edison disse que se vissem algo, teriam o mesmo fim. Com certeza Daniel estava vivo nessa hora, eles ouviram alguns murmúrios e depois ouviram um som que saiu como se tivesse sido estrangulado", contou Trevisan.

Juninho trocou de roupa após crime

O delegado da Polícia Civil também disse que após o assassinato a roupa de Edison ficou coberta de sangue e que ele deu dinheiro a David para comprar novas vestimentas ao suspeito. As roupas sujas, segundo Igor e David, foram descartadas em um riacho juntamente com a arma do crime: uma faca de churrasco de aproximadamente 30 cm.

"Quando Edison mata, as mãos e roupas ficam sujas de sangue. Ele para em uma determinada loja e dá dinheiro para o David comprar roupas novas e dispensa as roupas sujas juntamente com a faca em um riacho", disse Trevisan.

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva foi preso em Foz do Iguaçu-PR  e chegou a São José dos Pinhais (PR) nesta sexta. O primo de Cristiana Brittes será ouvido pela polícia no começo da próxima semana. Outras testemunhas também serão ouvidas. Entre elas, a mulher de Eduardo.

Amadeu Trevisan também ressaltou que Cristiana Brittes, Allana Brittes, Edison Brittes Júnior, Igor Kyng, David Willian Vollero da Silva e Eduardo Ribeiro da Silva serão indiciados por homicídio qualificado.


FONTE : UOL
   


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