20 / 09 / 2020 - 15h19
Desembargador nega pedido de relaxamento e mantém Cristiane Brasil presa

Cristiane é apontada pelo MP-RJ como uma "fada madrinha" de empresa beneficiada em licitações manipuladas. De acordo com denúncia, ela possuía contato estreito com Flávio Chadud, que é dono da Servilog Rio. Se valendo de influência política, ela e o atual secretário estadual do Educação, Pedro Fernandes (PSC), teriam implementado um esquema criminoso entre 2013 e 2018, acusam os promotores.

Cristiane e Fernandes foram os principais alvos da segunda fase da Operação Catarata, aberta nesta manhã para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e realizar seis buscas em endereços dos bairros de Copacabana, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. Fernandes foi detido.

No recurso apresentado, a defesa de Cristiane Brasil afirmou que ela está em acompanhamento psiquiátrico desde fevereiro de 2018, foi diagnosticada com "transtorno misto depressivo ansioso" e usa diariamente três medicamentos. Além disso, os advogados declararam a prisão teria caráter político porque ela é pré-candidata à prefeitura do Rio.

Ao negar o recurso, presidente do TJRJ afirmou que "a candidatura de cidadão, de per si, não lhe confere imunidade material ou formal. Registre-se de pronto que a ação de Habeas Corpus não é o meio próprio para se discutir provas constantes dos autos".